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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006

Renováveis

O tema da Energia interessa-me particularmente. Embora a minha aproximação ao seu estudo tenha sido feita pelo lado da economia, ele é muito complexo e variado exigindo sempre uma perspectiva mais alargada para a sua abordagem.

O que hoje se discute é o custo para as sociedades actuais e futuras da produção e utilização da energia, a escassez dos recursos, e as alternativas e consequências em termos da utilização dos mesmos.

Em Portugal a energia é ponto de convergência de várias politicas do governo actual, mas é também um factor crítico de sucesso para muitos sectores e actividades económicas no curto e no médio prazo, principalmente nos transportes e na indústria, em particular nas actividades ou empresas maiores consumidoras de energia. Para alguns a questão pode colocar-se mesmo em termos de sobrevivência.

Nesta área apoiar a investigação e desenvolvimento, e incentivar a inovação susceptível de ser aplicada a processos em que a sua eficiência e rentabilidade sejam comprovadas é importante.

Também o é o criar de condições para o investimento na produção de energia e no aproveitamento de recursos disponíveis, beneficiando das potencialidades naturais que temos (rios, vento, sol, marés, ondas do mar, calor que vem do centro da terra sob a forma de vapor) e apoiando a utilização, actual ou futura, do biodiesel ou da biomassa, ou seja apostar nas energias renováveis.

Reforçar, nesta vertente, a produção a custos competitivos, ainda que limitada à electricidade (e mesmo assim satisfazendo só uma parte das necessidades totais) será bom para a economia nacional, em termos do valor e do emprego criados e da melhoria do saldo da balança comercial do país, e terá também um impacto ambiental favorável.

 Por outro lado aumentar a diversificação nos consumos energéticos, reduzindo por esta via o peso do petróleo nas nossas importações, demorará anos, e irá requerer e implicar alterações ao nível da estrutura produtiva de toda a economia, mas também da própria organização da sociedade.

 Enquanto que em geral no sector empresarial sujeito a concorrência, apesar de tudo, existe uma capacidade de resposta e de ajustamento às condições de mercado, através das necessárias reestruturações ou reengenharia de processos, ou cessação de actividade quando não se conseguem adaptar, nos sectores residencial e de transportes a situação é diferente.

 Luís Mira Amaral no seu recente livro “Energia e Mercado Ibérico” (Booknomics, 1ª edição, Junho de 2006) aponta a necessidade de politicas públicas que promovam:

 - no sector residencial, a melhoria radical da eficiência energética dos edifícios, “através de normas de construção que imponham as estruturas e os materiais adequados à maior eficiência energética”;

- e no sector dos transportes, a separação entre o crescimento económico e o maior consumo de energia que a busca de mais mobilidade acarreta no quadro do actual sistema.

 Refere também a necessidade de uma ainda maior transparência dos preços. Penso que tal ajudará a que as decisões dos consumidores possam ser as mais adequadas.

 Mas também é precisa uma maior informação e sensibilização não só para as suas “escolhas acertadas”, em termos dos bens e equipamentos que compram ou têm à sua responsabilidade manter, bem como em relação aos seus hábitos e opções de vida, e mesmo aos pequenos gestos do dia a dia que se reflectem no fim do mês na conta da luz ou do gás, ou quando vão à bomba da gasolina abastecer o depósito da sua viatura automóvel.

 Estou certo que neste particular muito já terá sido feito por inúmeras pessoas e instituições, e muito haverá ainda a fazer em especial para a sua divulgação.

Neste momento, no site da DECO/Proteste está colocada a questão “Como melhorar o meu desempenho ambiental?”. A resposta apresentada parece-me muito boa e aí são também tratados aspectos específicos relativos aos Transportes e à Energia. Para o consultar basta clicar aqui .

Para concluir devo referir que, embora estas linhas sejam da minha responsabilidade, a iniciativa do título é a uma tentativa de resposta ao desafio do responsável pelo blog   eunaodesisto  ( sapo ) que eu agradeço e ao qual espero ter de alguma forma correspondido.

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publicado por Tó Zé às 11:40
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